Santos Dumont

O município de Santos Dumont teve sua origem com a abertura do Caminho Novo, no início do século XVIII como um projeto oficial da Coroa Portuguesa para reduzir o tempo de viagem entre o litoral e as minas de ouro e diamantes das Minas Gerais. Desde a primeira sesmaria doada a João Gomes Martins, o atual município de Santos Dumont, assumiu contornos e formas que compõem seu patrimônio cultural.

A cidade abriga o Museu de Cabangu, local onde nasceu o ilustre Alberto Santos Dumont, Pai da Aviação, possui com um rico acervo da vida e obra do inventor onde é contada sua historia como Fazendeiro na Mantiqueira que criava gado holandês para abastecer as indústrias de laticínio da cidade.

O município de Santos Dumont, além de ser o Berço do Pai da Aviação, é também conhecida como a Terra do Queijo do Reino devido a tradição secular e pioneira na produção desse tipo de queijo. Esse feito histórico se deu por meio da introdução do gado Holandês na Serra da Mantiqueira na segunda metade do século XIX quando dentro desse contexto, o Queijo do Reino surge do originário holandês Edam que foi introduzido pelo mestre queijeiro Alberto Boeke, um holandês que vislumbrou a região da Mantiqueira como um local de condição propicia para a produção de queijos.

Outra grande riqueza do patrimônio de Santos Dumont são as construções e maquinários que foram deixados pela construção do ramal da Estrada de Ferro Dom Pedro II em 1877 que compõem um rico acervo da história ferroviária para o município.

Também deve ser destacado o trajeto da Estrada Real que passa pelo calçamento original da Estrada União Indústria, obra realizada por Mariano Procópio. Nesse trecho, é possível conhecer um Chafariz de 1938 que foi construído pelo povo mineiro em homenagem a Mariano Procópio. No mesmo local merece destaque o paredão de pedra construído por escravos que era utilizado pelos tropeiros como ponto de parada para alimentação e repouso.