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ANTIGA “TABUÕES” – UMA PARADA ESTRATÉGICA
NO CAMINHO NOVO Ewbank
da Câmara foi mais um município que se originou
a partir de um pequeno povoado surgido à beira do Caminho
Novo. Para isso, muito contribuiu sua localização
estratégica – entre dois grandes pontos de parada
das tropas de muares: Santos Dumont e Juiz de Fora.
Na cidade, ainda hoje é possível ver os vestígios
do Caminho Novo e percorrê-lo, tal como era feito no século
XVIII. Aqui, seu traçado margeia o núcleo urbano,
cortando o morro. Isso acontece porque, na época de sua
abertura, o local era demasiado úmido, sendo necessário
desviar dos brejos que entremeavam o povoado.
A origem do primeiro nome da localidade – Tabuões
– é motivo de dúvida e questionamento entre
os moradores até os dias de hoje. Há quem diga
que o nome é oriundo da grande quantidade de taboa que
existia nas áreas alagadas nos arredores do povoado.
Uma segunda versão fala da existência, na região,
por volta de 1836, de uma fazenda de nome Tabuões, que
seria de propriedade de Alexandre Cardoso Ribeiro e estaria
situada em área limítrofe à do Engenho
de Chapéu D’Uvas. Não se conseguiu, entretanto,
comprovar a localização de tal fazenda. Ainda
uma terceira versão – a mais popular entre os habitantes
de Ewbank da Câmara – diz que o nome teria sua origem
na necessidade de colocação de grandes tábuas
de madeira no caminho alagadiço, a fim de permitir a
passagem das tropas carregadas de mercadorias nas áreas
de brejo, já que o povoado situava-se em uma área
baixa e muito úmida, em que não havia limpeza
nem drenagem das águas dos rios e córregos.

Estação de trem Ewbanck da Câmara

Fazenda Aliança
Com a chegada da Estrada de
Ferro Dom Pedro II, uma estação ferroviária
foi construída na região de Tabuões, facilitando
a circulação de pessoas nas imediações
da cidade. E como a passagem da linha férrea pela localidade
ocorreu durante a administração do engenheiro
José Ewbank da Câmara, a estação,
inaugurada em 1890, recebeu seu nome, passando a denominar-se
“Ewbank da Câmara”. De forma espontânea,
tal denominação estendeu-se também ao povoado,
com a aceitação dos próprios moradores.
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Como Ewbank não
possuía uma representação político-administrativa
formada, passou a pertencer ao município de Juiz de
Fora, como povoado do distrito de Paula Lima. Em 1923, através
de solicitação do Sr. André Gribel aos
políticos militantes de sua época, foi criado,
então, o distrito de Ewbank da Câmara, instalado
três anos depois.
Não se
tem conhecimento preciso sobre a construção
do primeiro templo religioso, entretanto, a informação
mais antiga encontrada menciona a doação de
um terreno à Igreja para a construção
de um cemitério, pois, até então, os
sepultamentos eram realizados em Paula Lima. O terreno foi
doado pelos senhores Antônio Ribeiro de Novaes e João
Neves Borges, acompanhados de suas respectivas esposas, em
1927.
Do final da
década de 1920 ao inicio da década de 1960,
o distrito de Ewbank da Câmara pertenceu à cidade
de Santos Dumont. Neste período, houve um grande desenvolvimento
de sua área urbana, o que possibilitou sua emancipação
como município, em 1962. Mas, somente na década
de 1970 a atual Igreja Matriz de Santo Antônio foi elevada
à condição de paróquia.
A vocação econômica
do município, desde sua fundação até
os dias atuais, sempre se baseou na agricultura e na pecuária.

Panorâmica linha férrea
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