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A SESMARIA DE MATIAS BARBOSA DA SILVA

O município de Matias Barbosa originou-se da sesmaria concedida a Matias Barbosa da Silva em 1709. Em troca das terras doadas, também ele se comprometeu com a Coroa Portuguesa a dar suporte aos viajantes do Caminho Novo. Assim, foram construídos, a princípio, a fazenda e os ranchos para os tropeiros.

Depois da morte de Matias Barbosa, sua fazenda foi vendida ao Coronel Manoel do Valle Amado, Comandante da Patrulha do Caminho Novo e chefe do Alferes Joaquim José da Silva Xavier - o Tiradentes.

A Capela de Nossa Senhora da Conceição do Caminho Novo, construída em terras de tal fazenda, tornou-se referência para os viajantes e, depois da construção da matriz, que adotou o mesmo nome, passou a se chamar Capela do Rosário.


Capela do Rosário


Tunel




 


Fazenda Belmonte

Na mesma fazenda, foi erguido, em meados do século XVIII, o Registro do Caminho Novo ou de Matias Barbosa, para o controle das mercadorias que circulavam em Minas e para o pagamento de impostos ao Governo Real, entre eles o “quinto do ouro”. Em 1822, o edifício passou a funcionar como Alfândega e, em seu entorno, desenvolveu-se um pequeno povoado, com vendas e pousos que atendiam aos viajantes.

Com a queda do ouro, a economia da região sofreu um baque. Mas logo teve sua situação estabilizada com o cultivo do café na Zona da Mata. Também a construção da Estrada de Rodagem União & Indústria, a partir de 1856, proporcionou um crescimento considerável à cidade, que recebeu, nos arredores, a instalação de uma estação para a troca de diligências.

Assim, o Arraial da Igreja Nova da Borda do Campo tornou-se um local de notícias, encontros e riquezas, onde os viajantes costumavam se reunir para seguirem, em maior número, pelos caminhos que levavam até outras localidades, como forma de apoio e defesa contra os salteadores.

Em 1877, com a construção da Estrada de Ferro D. Pedro II – que seguia parte do traçado do Caminho Novo – instalou-se a Estação de Sítio, que passou a dar nome à região. Foi um período de grande desenvolvimento econômico, com um aumento considerável do fluxo de pessoas e mercadorias, o que transformou o Arraial, e mais tarde Vila de Sítio, em um importante ponto comercial, onde era possível fazer compras, almoçar e até pernoitar, para depois seguir viagem.

Matias funcionou, ainda, como posto intermediário de serviço postal entre Vila Rica e o Rio de Janeiro. E com a chegada da Estrada de Ferro Dom Pedro II, em 1875, seu desenvolvimento econômico acentuou-se ainda mais.