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UMA ROTA ALTERNATIVA DOS CAMINHOS DOS SERTÕES DO LESTE

Em seu traçado original, o Caminho Novo não passava pelas terras de Santana do Deserto. O desvio que terminou por dar origem à cidade e aos povoados de Sossego, Silveira Lobo, Ericeira e Serraria – hoje distritos de Santana do Deserto – faz parte dos caminhos abertos pelo Alferes Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes. Seu objetivo era conhecer a região, verificar a existência de ouro e preparar a chegada dos futuros fazendeiros.

Foi Tiradentes quem deu nome aos rios e mediu as primeiras fazendas (sesmarias). De acordo com seu depoimento – em antigos documentos do arquivo de Matias Barbosa que falam da medição da Fazenda do Paraibuna – ele declara ter medido, na região, oito sesmarias.



Igreja Matriz de Santana


Paço Municipal




 


Pedra do Macuco ou Pedra da Gruta

Os vários caminhos abertos terminaram sendo usados, também, como rota de fuga por aqueles que buscavam aumentar seu lucro burlando a Fiscalização Real, que tinha lugar no Registro do Paraibuna, em Simão Pereira, onde era cobrado o pagamento de impostos sobre todo o ouro extraído das Minas Gerais.

Como forma de evitar a ação dos contrabandistas, foram criadas as diligências oficiais (patrulhas), além de um novo Registro, em 1748, nas proximidades da foz do Rio Cágado, em Ericeira. Deste modo, as trilhas viraram estradas de ligação entre os vários povoados e permitiram o desenvolvimento da região.

Atualmente, Santana do Deserto destaca-se por reunir grande número de criadores de gado da raça Brahman e Mangalarga Marchador.


Paisagem entre Serraria e Ericeira