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ANTIGAS ESTAÇÕES, FAZENDAS DE CAFÉ, IGREJAS E BELEZAS NATURAIS

Na cidade de Santana do Deserto, surgida em terras doadas por duas fazendas – a Fazenda de Santana e a Fazenda do Deserto – destaca-se o conjunto arquitetônico formado pela Igreja Matriz de Sant’Ana – construída pela Baronesa de Juiz de Fora –, pelo Paço Municipal e pelo prédio da Biblioteca, construído em 1929, onde também funcionam os Correios. Com suas linhas coloniais e trabalhos em pedra, que mostram a opulência do poder do café, este conjunto encontra-se inserido no contexto da principal praça da cidade – a Praça Mauro Roquete Pinto.

Sossego e Ericeira conservam-se como arraiais bucólicos, onde o tempo custa a passar.


Igreja Nossa Senhora da Aparecida


Em Sossego, a Estação Ferroviária – inaugurada em 1879 – abriga hoje o posto de saúde, mas encontra-se descaracterizada, assim como a Fazenda Santa Clara – grande produtora de café do século XIX – que hospedou o escritor mineiro Pedro Nava durante anos, sendo citada em seu livro “Baú de Ossos”.

No arraial de Ericeira, a edificação da antiga Estação Ferroviária foi ocupada por um empório e uma pousada, enquanto uma antiga Igreja dedicada a Sant’Ana, hoje em ruínas, destaca-se no alto de uma colina, às margens do Rio Cágado. Nas proximidades, a Fazenda da Tabatinga, de propriedade da família Junqueira, segue criando cavalos da raça Mangalarga, como já faziam seus antepassados.

Em Silveira Lobo, o ponto alto é a Fazenda Santa Sofia, que pertenceu ao “Conde de Prados” – o renomado médico, graduado na França, Camilo Maria Ferreira Armond – que prestou serviços ao Imperador, foi prefeito do Rio de Janeiro e era primo de Mariano Procópio Ferreira Lage. Devido à importância política adquirida pela fazenda no período imperial, parte de seu acervo de documentos encontra-se sob custódia do Museu Imperial de Petrópolis. Na estrada de acesso à fazenda, passa-se pela antiga Estação de Silveira Lobo.


Aqueduto


Fazenda Santa Sofia

 

Já o povoado de Serraria – surgido no início do século XIX, às margens do Rio Paraibuna, na divisa com o Rio de Janeiro – desempenhou importante papel no desenvolvimento regional.

Inicialmente ponto de passagem para o Caminho Novo, tornou-se local de embarque da produção de café para a Corte pela Rodovia União & Indústria, construída entre 1856 e 1861. A partir de 1874, o escoamento do produto passou a ser feito também através de ferrovias, como a Estrada de Ferro D. Pedro II e a Companhia de Estrada de Ferro União Mineira.

O destaque de Serraria fica por conta de sua belíssima Estação Ferroviária, apesar do precário estado de conservação em que se encontra.

A opção de percorrer, sem pressa, as estradas de terra que ligam o município de Simão Pereira ao município de Santana do Deserto, garante passeios extremamente agradáveis. Tais estradas – uma passando pela Fazenda Palmyra e outra passando pela Fazenda do Engenho – conduzem o viajante da BR-040 à sede e demais povoados de Santana. A paisagem é composta por inúmeras propriedades rurais permeadas por belos açudes e um cenário verde revigorante.

Vale lembrar, ainda, que nos arredores da rota alternativa ao Caminho Novo que passa por Santana existem cachoeiras – como a do Rio Cágado, onde funcionava a antiga usina hidrelétrica –, pontos para escalada – como a Pedra do Macuco – e, até, uma Reserva Particular do Patrimônio Natural da Mata Atlântica, na Fazenda da Gruta.


Antiga Estação Silveira Lobo


Antiga Estação da Serraria