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PASSAGEM OBRIGATÓRIA DAS MINAS GERAIS PARA O RIO DE JANEIRO

O povoado que originou o município de Simão Pereira surgiu também às margens do Caminho Novo, próximo ao atual distrito de Cotegipe. O ponto de partida foi a sesmaria recebida, em 1716, por Simão Pereira de Sá, que era apontador de campo de Garcia Rodrigues Paes Leme, o responsável pela abertura do Caminho Novo.

Posteriormente, o pequeno arraial foi transferido para o local de nome Rancharia, onde se localizavam os ranchos para os tropeiros e mudou de nome, passando a se chamar São Pedro de Alcântara – provavelmente em homenagem ao Barão de São João Nepomuceno, nascido na Rocinha da Negra, tradicional fazenda da região que pertenceu, originalmente, a Garcia Paes Leme.



Registro do Paraibuna




Cemitério Rocinha da Negra

Na primeira década do século XVIII foi construído, em suas proximidades, o Registro do Paraibuna. Situado às margens do rio de mesmo nome, era o último Registro de Fiscalização do ouro para quem saía da região mineradora. Existia ali uma ponte de assoalho de madeira coberta por telhas – que foi incendiada na Revolução Liberal de 1842 e aparece retratada nas fotografias de Klumb e nas pinturas Rugendas – onde havia dois grandes portões: um para a Província de Minas Gerais, outro para a do Rio de Janeiro. O povoado tornou-se, deste modo, passagem obrigatória no trajeto do Caminho Novo.

Com a modernização dos caminhos – a construção da Estrada do Paraibuna por Henrique Halfeld, em 1836; a construção da Estrada União e Indústria, por Mariano Procópio, em 1861; e a chegada da Estrada de Ferro D. Pedro II, em 1875, o arraial se desenvolveu, ganhou visibilidade e se tornou distrito – primeiro de Juiz de Fora, em 1890 e, depois, de Matias Barbosa, em 1923, até se emancipar em 1962.