Página Principal  
A BELEZA DO TURISMO HISTÓRICO E RURAL

O trecho do Caminho Novo em Simão Pereira apresenta inúmeros atrativos que merecem ser visitados – de marcos históricos a fazendas antigas, de resquícios de sesmarias a belezas naturais e, até mesmo, um singular exemplar de arquitetura funerária.

No distrito de Cotegipe é possível apreciar a antiga Estação Ferroviária e a Igreja de São Sebastião, além do encontro das águas dos Rios Paraibuna e do Peixe e a bela Igreja da Sagrada Família, que fica no alto de uma colina, na outra margem do Paraibuna, já em Belmiro Braga. A Balsa Cruzadinha pode levar o viajante até lá.


Estação Cotegipe


Seguindo para o centro de Simão Pereira, pela Estrada do Buraco Fundo, passa-se pela Fazenda Santana da Vargem – antiga Sesmaria da Vargem – que era ponto de parada para repouso e abastecimento dos tropeiros que viajavam pelo Caminho Novo.

Já no centro da cidade, a Praça Nossa Senhora da Glória domina a paisagem, marcada pela presença da Igreja Matriz e do Chafariz de Pedra – um marco histórico tombado pelo município. O chafariz possuía água corrente e era utilizado para saciar a sede dos animais – atendia, sobretudo, aos animais de carga que trafegavam pelo Caminho Novo.


Igreja São Sebastião


Balça Cruzadinha

Saindo da cidade pela Rodovia União & Indústria, rumo ao Rio de Janeiro, a primeira parada deve ser no Cemitério da Rocinha da Negra – um dos maiores atrativos do trecho, ao lado do Registro do Paraibuna. O cemitério, da primeira metade do século XVIII, é o último vestígio da Sesmaria do Paraibuna. No local encontram-se os restos mortais de vários nomes importantes, como os Ferreira Lage, os Cerqueira Leite, o Barão e a Baronesa de São João Nepomuceno e o Barão de Santa Mafalda.


Fazenda São Judas Tadeu

Além disso, há o curioso túmulo da “Mãe Preta” – a escrava de nome Valdina Ferreira Lage, querida pelos patrões, que recebeu, inclusive, o sobrenome da família. No caminho para o cemitério e em seu entorno encontram-se placas indicando a trilha original do Caminho Novo, datada de 1709.


Fazenda Palmira

Vale observar que a Rocinha da Negra é descrita em vários relatos de viajantes – como os do botânico e naturalista francês Saint-Hilaire e os do mineralogista inglês John Mawe – como o primeiro pouso em terras mineiras. Foi lá que, em 1842, durante o reinado de D. Pedro II, instalou-se o quartel general dos revolucionários mineiros, entre os quais o Cônego João Marciano Cerqueira Leite. Neste período, Simão Pereira foi transformado em teatro de operações militares. A região serviu, ainda, de moradia para o Alferes Joaquim José da Silva Xavier – o Tiradentes – que ali prestou serviço como Chefe de Patrulha do Caminho Novo, combatendo os contrabandistas.


Fazenda da Vargem

A próxima parada é o Casarão do Registro do Paraibuna – único registro ainda de pé, embora em estado de conservação muito precário. O Casarão chegou a ser residência do Coronel Luis Alves de Freitas Bello, cujas filhas lá nasceram: a Sra. Mariana Cândida – mãe de Duque de Caxias – e sua irmã, Bernardina Quitéria – esposa de Joaquim Silvério dos Reis, o traidor da Inconfidência Mineira. Um pouco mais à frente está a Estação Ferroviária de Paraibuna e, de frente para ambos, encontra-se a imensa Pedra do Paraibuna, uma das referências naturais mais belas e marcantes do Caminho Novo.

Pontuando todo o trecho de Simão Pereira, várias fazendas revelam um pouco mais da história da região, como a Fazenda Mundo Novo – tombada pelo Patrimônio Estadual –, a Fazenda São Judas Tadeu – onde já funcionaram um hotel e um cassino –, a fazenda conhecida como Tapera da Mãe Preta ou Saracuruna, a Fazenda Palmyra e as ruínas da antiga Sede da Fazenda Cabuí, entre tantas outras, que tiveram seu auge no período da produção cafeeira.


Chafariz de Pedra